quinta-feira, 28 de abril de 2011


(...)
 - E o que você tanto quer?
-  Eu quero você! -  sem mais rodeios ela foi direto ao ponto, ela sabia o que queria, e sabia que se não o fizesse naquele momento poderia não ter mais chances.
- Nem sempre conseguimos aquilo que queremos. -  Respondeu o garoto tentando se esquivar do seu próprio desejo.
- Mas quando temos fé conseguimos - ela aproximou-se dele e puxou sua mão para sua cintura.
- Cuidado, eu posso te machucar. - Disse ele numa ultima tentativa de fugir dali.
- Estou disposta a correr o risco.
Ao ouvir isso o garoto não mais hesitou e a beijou. O que se passava na mente dele? A menina o beijava intensamente, enquanto ouvia o coração dele acelerado, sentiu seu sangue pulsar quente em suas veias ao perceber que o corpo dele se impulsionava pra frente e a direcionava para um canto. Sentiu suas mãos quentes passeando por seu corpo, pressionando-a cada vez mais contra a parede. Suas mãos agora puxavam a camisa dele, enquanto ele a levantava colocando-a em seu colo. O beijo agora era mais intenso, com um ritmo mais acelerado. Ela não conseguia pensar em mais nada, apenas em sentir o corpo dele junto ao seu, e queria mais... Desejava cada vez mais.
Ele por sua vez lutava contra seu subconsciente, sua mente lhe dizia que não era certo iludi-la, mas seu corpo, dizia o contrario. Ele a desejava, ele a queria pra si, mas ainda sim não conseguia convencer sua mente de que necessitava daquilo, então num rápido impulso a empurrou e afastou-se dela.
A menina com os olhos assustados questionou - o que houve?
- Vá embora – disse ele num tom ríspido, porem inseguro. Nem ele sabia ao certo o que estava dizendo.
- O que... Como assim? Não! Eu sei que você também me quer, pra que fazer esse jogo de novo? Chega! – decidida aproximou-se novamente, mas dessa vez o sentiu frio, afastou-se novamente e perguntou – Tem certeza de que é isso que quer?
- Não é o que eu quero, mas sim o melhor pra você. – com as mãos tremulas e a voz embargada, o menino segurava as lagrimas que teimavam em cair, mas firmemente continuou – Saia vá embora, suma e não volte mais!’’
- Porque você esta fazendo isso? O que eu fiz de errado?
- Nada, apenas me esqueça! Você não serve pra mim.
- Não faça isso, não me peça isso, eu sou fraca não sou tudo o que você quer, mas me deixe ficar...
Ele não agüentava ver aquilo, a forma como ela chorava e implorava por ele, doía demais, mas sua mente o mantinha frio, o mantinha consciente de que aquilo era o melhor a se fazer, e agora com mais frieza confirmou
- Você não serve pra mim, você é fraca, é insignificante. Pela ultima vez, vá embora!
- Sou insignificante, não sou nada, mas dei tudo por você, tudo que tinha, e daria muito mais, Daria minha vida a você, eu vivo por você ! – abaixou a cabeça num ato de desespero ajoelhou-se no chão e chorou desesperadamente.
- Não faça isso, não vou suportar vê-la assim, eu não presto. Só machuco as pessoas, principalmente as que mais amo. Não vale a pena se dar por mim. Não faça isso, levante-se... – ele ajoelhou-se ao lado dela e não conseguiu segurar as lagrimas que há muito estava guardando – Porque ainda faz isso? Porque viver por mim?’’
A garota já havia esgotado suas forças, mas ainda sim queria lutar, e num ato desesperado buscou forças, mas só ouviu seu próprio sussurro - Porque é importante viver por aquilo que você morreria!
 (...) 

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